
Naquela época do ano as flores eram mais belas e consequentemente tinham um brilho em cada gota de orvalho. Elas vinham de ano em ano e tiravam suspiros, de amor, com fascinação e admiração, nada carnal, com todas as pessoas é claro, que podiam sentir a leveza do ar, com seus variados e singelos perfumes. Durava, de acordo com os astros, uma eternidade em intensidade, mas semanas lhe bastavam, dias e dias vindo e a cada segundo lhe roubavam, ao respirar, uma parte de sua vida, foram ditas palavras que celavam atos para um futuro, e no passado os perfumes eram inalados e guardados no canto cerebral inativo, e novos logo eram utilizados obtendo-se fragâncias das flores esbranquiçadas e belas.
Naquela tarde passou momentos vendo fotos e apreciando sua capacidade de ser chamado de bipolar, talvez fosse, ou lhe bastava achar isso. Queria fazer parte de uma tal lista de gênios bipolares, mesmo que somente o bipolarismo lhe coubesse. Fotos lhe encheram os olhos de lágrimas semelhantes as das flores com orvalho, só que não tão brilhantes. Via sua respiração ofegante, cada vez mais roubavam lhe partes de sua vida.
As fotos e lágrimas sem brilho foram momentâneas, se secaram, logo passou a maior parte da tarde com o bipolarismo e com dúvidas de como flores de diversas cores vinham na sua vida e logo perdiam sua beleza. Então, além de demente por bipolarismo, era daltônico superficialmente, ou complexamente. Flores sem cores são podadas, assim como rosas murchas, que logo nascem mais belas e coloridas para assim morrerem respirando.
Naquela tarde junto do seu eu e a inconstância, não via o porque podar algo belo e incolor, que nas coordenadas exatas haveria de ter todas as cores possíveis. Só descobria novas vertentes de um binóculo de um lado só, via por ele uma flor murcha, colorida, mas murcha.
E voltando a falar de astros, é a inconstância gritando, havia formas diversas com algumas delas que tinham escamas, outras pelugens e algumas mais, cascos.
Um dos peixes havia morrido de tanto respirar, deixando o outro sozinho no aquário, que logo perdeu sua graça e morreu com a solidão das paredes de vidro, os cascos eram aveludados e belos, como as flores coloridas. Mas a pelugem era superficial, capaz de brilhar com o sol, era uma flor amarela.
As estrelas não apareceram naquela tarde.
Houve só o bipolarismo e um conta gotas de orvalho velho.
- Antônio Victor V. Ramos -Amantes constantes
Naquela tarde passou momentos vendo fotos e apreciando sua capacidade de ser chamado de bipolar, talvez fosse, ou lhe bastava achar isso. Queria fazer parte de uma tal lista de gênios bipolares, mesmo que somente o bipolarismo lhe coubesse. Fotos lhe encheram os olhos de lágrimas semelhantes as das flores com orvalho, só que não tão brilhantes. Via sua respiração ofegante, cada vez mais roubavam lhe partes de sua vida.
As fotos e lágrimas sem brilho foram momentâneas, se secaram, logo passou a maior parte da tarde com o bipolarismo e com dúvidas de como flores de diversas cores vinham na sua vida e logo perdiam sua beleza. Então, além de demente por bipolarismo, era daltônico superficialmente, ou complexamente. Flores sem cores são podadas, assim como rosas murchas, que logo nascem mais belas e coloridas para assim morrerem respirando.
Naquela tarde junto do seu eu e a inconstância, não via o porque podar algo belo e incolor, que nas coordenadas exatas haveria de ter todas as cores possíveis. Só descobria novas vertentes de um binóculo de um lado só, via por ele uma flor murcha, colorida, mas murcha.
E voltando a falar de astros, é a inconstância gritando, havia formas diversas com algumas delas que tinham escamas, outras pelugens e algumas mais, cascos.
Um dos peixes havia morrido de tanto respirar, deixando o outro sozinho no aquário, que logo perdeu sua graça e morreu com a solidão das paredes de vidro, os cascos eram aveludados e belos, como as flores coloridas. Mas a pelugem era superficial, capaz de brilhar com o sol, era uma flor amarela.
As estrelas não apareceram naquela tarde.
Houve só o bipolarismo e um conta gotas de orvalho velho.
- Antônio Victor V. Ramos -Amantes constantes

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ResponderExcluirinteressante
ResponderExcluire eu conheço muitos bipolares
Bem bacana o texto xD
ResponderExcluirwww.universo42.com
Bipolarismo é modinha..
ResponderExcluir(ou não)
Se bem que..Bipolarismo é o cú da vida.
:D
(gostei do texto)